Toda a história doc Rio em 26 minutos — a capital de um império europeu
Descrição
A história do Rio de Janeiro começa num morro que a própria cidade fez desaparecer — e ninguém conta por quê.
Antes de existir a cidade do Rio de Janeiro, a baía de Guanabara já tinha dono: em 1555, Nicolas Durand de Villegagnon fincou numa ilha a França Antártica, trouxe huguenotes e o pastor Jean de Léry, e chamou de Pote de Manteiga a rocha que hoje é o Pão de Açúcar. Foi para expulsá-los que Estácio de Sá desembarcou em 1º de março de 1565, ao pé daquela pedra nua, e travou dois anos de guerra ao lado e contra os índios tamoios até a vitória de 20 de janeiro de 1567, que lhe custou a vida. Coube a Mem de Sá levar o povoado ao alto do Morro do Castelo — o berço da cidade, onde por mais de três séculos estiveram o colégio dos jesuítas, a fortaleza de São Sebastião e a Sé, e de onde os canhões vigiavam cada vela que cruzava a barra guardada pelo forte de Santa Cruz. Este é o rio antigo, o rio de janeiro antigo que quase ninguém reconhece: em 1808, a fuga de Napoleão empurrou a corte portuguesa e D. João VI para cá, e com a abertura dos portos e o período joanino esta virou capital do império, coração do Brasil Império. O ouro coroou a cidade, o rei a coroou de novo — e, no auge da riqueza, ela mesma arrasou o morro em que havia nascido e com a terra dele aterrou a própria orla. Do século XVI ao século XX, esta é a história da cidade do Rio de Janeiro contada como a biografia de quem enterrou o próprio berço e continuou de pé.
Antes de existir a cidade do Rio de Janeiro, a baía de Guanabara já tinha dono: em 1555, Nicolas Durand de Villegagnon fincou numa ilha a França Antártica, trouxe huguenotes e o pastor Jean de Léry, e chamou de Pote de Manteiga a rocha que hoje é o Pão de Açúcar. Foi para expulsá-los que Estácio de Sá desembarcou em 1º de março de 1565, ao pé daquela pedra nua, e travou dois anos de guerra ao lado e contra os índios tamoios até a vitória de 20 de janeiro de 1567, que lhe custou a vida. Coube a Mem de Sá levar o povoado ao alto do Morro do Castelo — o berço da cidade, onde por mais de três séculos estiveram o colégio dos jesuítas, a fortaleza de São Sebastião e a Sé, e de onde os canhões vigiavam cada vela que cruzava a barra guardada pelo forte de Santa Cruz. Este é o rio antigo, o rio de janeiro antigo que quase ninguém reconhece: em 1808, a fuga de Napoleão empurrou a corte portuguesa e D. João VI para cá, e com a abertura dos portos e o período joanino esta virou capital do império, coração do Brasil Império. O ouro coroou a cidade, o rei a coroou de novo — e, no auge da riqueza, ela mesma arrasou o morro em que havia nascido e com a terra dele aterrou a própria orla. Do século XVI ao século XX, esta é a história da cidade do Rio de Janeiro contada como a biografia de quem enterrou o próprio berço e continuou de pé.
Palavra-chave: foto de moçambique








































