SÃO PAULO: A CIDADE ANTES DA METRÓPOLE (CURSO ONLINE)
Descrição
INSCRIÇÕES EM: www.sympla.com.br/produtor/grafiahistoria
Em 1700, São Paulo ainda não era cidade. Em 1900, estava se transformando rapidamente em metrópole. Durante esses dois séculos de sua história, a cidade provinciana de algumas dezenas de milhares de habitantes se transformou sem deixar de ser o que era. Seu núcleo urbano, entre os rios Tamanduateí e Tietê, cresceu um pouco além do “triângulo histórico”, mas nada comparável ao ritmo avassalador do que viria a seguir. Durante os séculos XX e XXI, a destruição de quase tudo que remetesse à São Paulo colonial e imperial apagou muitos de seus vestígios na experiência que temos de viver na cidade. Para acessar essa cidade, podemos recorrer à História.
Este curso fala da história de São Paulo enquanto foi uma cidade provinciana, profundamente escravista, núcleo urbano de uma vida social que ocorria principalmente nas áreas rurais. Um tempo em que no centro, “triângulo histórico”, vivia-se a construção, manutenção e transformação do espaço urbano por arquitetos práticos e trabalhadores forçados, fossem escravizados ou condenados pela justiça. Existindo e resistindo, personagens múltiplos: lavadeiras, ganhadores, vadios, roceiros, tropeiros, enforcados da Liberdade, quilombolas do Saracura. Nas bordas da cidade, plantações lucrativas de trigo, chá, café, cana-de-açúcar, engenhos de aguardente, currais, olarias, mas também as roças, o escambo, as tradições de solidariedade bantu encontrando as tupi-guarani.
Mas São Paulo é inexplicável apenas pelo núcleo central e suas bordas. Lá longe, em Campinas e além, um agronegócio escravista mais eficiente e brutal se torna o motor da economia da cidade, que fica a meio caminho entre as fazendas e o porto. Quando não há mais como traficar pessoas de Angola, do Congo, de Moçambique, passam a traficar da Bahia, da Paraíba, do Ceará, o primeiro movimento migratório de grande escala ligando o atual nordeste a São Paulo - um movimento forçado vivido, por exemplo, por Luiz Gama, nome mais célebre da luta dia após dia contra o cativeiro em São Paulo, continuada e radicalizada na geração seguinte.
A Abolição e a República marcam o período em que a cidade provinciana começa a desaparecer. Na década de 1890, a elite triunfante de barões escravistas ocupa o ponto mais alto da cidade, a Avenida Paulista. No “centro velho”, quase nada de velho fica em pé. Nessa época, termina a cidade e começa a metrópole, mas o colonialismo segue - e a resistência também.
O curso é online. As aulas podem ter grande interesse para pessoas de qualquer formação, desde aquelas que desconhecem totalmente o passado paulistano, até professores e outros profissionais que querem aprofundar seus conteúdos e conhecer novas referências para pensar criticamente a história da cidade. O curso será ministrado pelo professor André Nicacio Lima, mestre e doutor em História pela Universidade de São Paulo, com mais de 20 anos de experiência em pesquisa histórica sobre a história do Brasil nos períodos colonial e imperial.
Para saber mais sobre a produção acadêmica do professor, consulte o currículo Lattes no link http://lattes.cnpq.br/7249022381876735
Para assistir trechos de aulas e de outros conteúdos do professor, além de conhecer sua produção artística, consulte os perfis da @grafiaHistoria no Instagram e no Youtube.
O curso é composto por três aulas e uma sessão de conversa, indicações e debate sobre os temas tratados no curso, quando serão aprofundadas questões que interessem às pessoas inscritas. Todas as aulas serão disponibilizadas no Sympla desde o momento em que forem ministradas. Caso não possa assistir alguma das aulas ao vivo, você terá alguns dias para acessar a gravação e levar as questões que tiver ao encerramento (e/ou por e-mail, como preferir).
As aulas acontecem ao vivo na segunda, terça e quarta (24, 25 e 26 de novembro), das 20h às 22h30. O encerramento será no domingo seguinte (30 de novembro), das 14h às 16h30.
A carga horária total é de 10 horas. Serão fornecidos certificados de participação.
Em 1700, São Paulo ainda não era cidade. Em 1900, estava se transformando rapidamente em metrópole. Durante esses dois séculos de sua história, a cidade provinciana de algumas dezenas de milhares de habitantes se transformou sem deixar de ser o que era. Seu núcleo urbano, entre os rios Tamanduateí e Tietê, cresceu um pouco além do “triângulo histórico”, mas nada comparável ao ritmo avassalador do que viria a seguir. Durante os séculos XX e XXI, a destruição de quase tudo que remetesse à São Paulo colonial e imperial apagou muitos de seus vestígios na experiência que temos de viver na cidade. Para acessar essa cidade, podemos recorrer à História.
Este curso fala da história de São Paulo enquanto foi uma cidade provinciana, profundamente escravista, núcleo urbano de uma vida social que ocorria principalmente nas áreas rurais. Um tempo em que no centro, “triângulo histórico”, vivia-se a construção, manutenção e transformação do espaço urbano por arquitetos práticos e trabalhadores forçados, fossem escravizados ou condenados pela justiça. Existindo e resistindo, personagens múltiplos: lavadeiras, ganhadores, vadios, roceiros, tropeiros, enforcados da Liberdade, quilombolas do Saracura. Nas bordas da cidade, plantações lucrativas de trigo, chá, café, cana-de-açúcar, engenhos de aguardente, currais, olarias, mas também as roças, o escambo, as tradições de solidariedade bantu encontrando as tupi-guarani.
Mas São Paulo é inexplicável apenas pelo núcleo central e suas bordas. Lá longe, em Campinas e além, um agronegócio escravista mais eficiente e brutal se torna o motor da economia da cidade, que fica a meio caminho entre as fazendas e o porto. Quando não há mais como traficar pessoas de Angola, do Congo, de Moçambique, passam a traficar da Bahia, da Paraíba, do Ceará, o primeiro movimento migratório de grande escala ligando o atual nordeste a São Paulo - um movimento forçado vivido, por exemplo, por Luiz Gama, nome mais célebre da luta dia após dia contra o cativeiro em São Paulo, continuada e radicalizada na geração seguinte.
A Abolição e a República marcam o período em que a cidade provinciana começa a desaparecer. Na década de 1890, a elite triunfante de barões escravistas ocupa o ponto mais alto da cidade, a Avenida Paulista. No “centro velho”, quase nada de velho fica em pé. Nessa época, termina a cidade e começa a metrópole, mas o colonialismo segue - e a resistência também.
O curso é online. As aulas podem ter grande interesse para pessoas de qualquer formação, desde aquelas que desconhecem totalmente o passado paulistano, até professores e outros profissionais que querem aprofundar seus conteúdos e conhecer novas referências para pensar criticamente a história da cidade. O curso será ministrado pelo professor André Nicacio Lima, mestre e doutor em História pela Universidade de São Paulo, com mais de 20 anos de experiência em pesquisa histórica sobre a história do Brasil nos períodos colonial e imperial.
Para saber mais sobre a produção acadêmica do professor, consulte o currículo Lattes no link http://lattes.cnpq.br/7249022381876735
Para assistir trechos de aulas e de outros conteúdos do professor, além de conhecer sua produção artística, consulte os perfis da @grafiaHistoria no Instagram e no Youtube.
O curso é composto por três aulas e uma sessão de conversa, indicações e debate sobre os temas tratados no curso, quando serão aprofundadas questões que interessem às pessoas inscritas. Todas as aulas serão disponibilizadas no Sympla desde o momento em que forem ministradas. Caso não possa assistir alguma das aulas ao vivo, você terá alguns dias para acessar a gravação e levar as questões que tiver ao encerramento (e/ou por e-mail, como preferir).
As aulas acontecem ao vivo na segunda, terça e quarta (24, 25 e 26 de novembro), das 20h às 22h30. O encerramento será no domingo seguinte (30 de novembro), das 14h às 16h30.
A carga horária total é de 10 horas. Serão fornecidos certificados de participação.
Palavra-chave: quais foram os primeiros habitantes de moçambique








































