Artes em Moçambique - com Lia Laranjeira e Lauro Munguambe
Descrição
3a feira - 10/11 às 14h (BR)/ 19h (Moçambique)
Ciclo internacional de webinários: Artes africanas: histórias, perspectivas e fluxos
Artes em Moçambique - com Lia Laranjeira (UNILAB) e Lauro Munguambe (artista)
Mediação: Elizia Cristina Ferreira (UNILAB)
Canal do YouTube Áfricas nas Artes
https://www.youtube.com/c/ÁfricanasArtesUFRB
Neste webinário trazemos reflexões em torno das Artes em Moçambique, focando num diálogo com arte, cultura e história Makonde a partir de diferentes perspectivas, circulação e ressignificações desde os anos 1960. Um exemplo destas ressiginificações seriam as máscaras Mapiko dos Makonde que possuem uma dimensão de agência e são também dança, ritmo, conexão com ancestralidade, espiritualidade e manifestação de resistência. Tais máscaras foram integradas no cânone da chamada "arte tradicional africana" inventada no Ocidente e figuram em importantes coleções de museus. O mesmo cânone excluiu durante muito tempo outras produções artísticas Makonde, como as esculturas Shetani e outras produzidas num contexto de migração de makondes para Tanzânia - que foram consideradas como "arte turística". Com a denominada "virada da arte global", houve a inclusão de esculturas Shetani e Ujama do artista John Fundi no campo da arte contemporânea a partir de sua inserção na exposição "Magiciens de la Terre" em Paris (1989). Como pensar as mudanças de classificação e significados a partir da circulação de diferentes produções artísticas Makonde a partir de diferentes perspectivas? Como tais modificações são lidas a partir do contexto Moçambicano?
Por outro lado, artistas contemporâneos moçambicanos como Lauro Munguambe têm produzido outros diálogos e reescritas com a arte e cultura Makonde. No projeto "Covid Makonde" (2020), Munguambe produz imagens a partir do impacto da pandemia de Covid 19 que afetou mais gravemente a província de Cabo Delgado ao norte de Moçambique, território Makonde. Região também marcada por diversos conflitos. Em imagens e texto que pensam o legado Makonde, a ancestralidade e potencial de cura no contexto contemporâneo, Munguambe remixa grafismos, sinais, máscaras e dança numa exposição virtual que conversam com o texto de Watson Colosse. Quais as perspectivas para pensar a arte moçambicana na contemporaneidade? Que diálogos e ressignificações do legado Makonde fazem parte da história da arte de Moçambique?
Lia Dias Laranjeira é professora do Instituto de Humanidades e Letras da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB), doutora em História Social (USP) e mestra em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA). É autora dos livros: "O culto da serpente no reino de Uidá: um estudo da literatura de viagem europeia-séculos XVII e XVIII" (EDUFBA, 2015) e "Mashinamu na Uhuru: Arte Makonde e História Política de Moçambique (1950-1974)" (Intermeios/Kapicua, 2018).
Lauro Munguambe cedo percebeu que o seu lugar era fora da caixa e foi nos subúrbios de Matola, onde ele cresceu, que ele começou a viajar pelo mundo. Curioso, ele despertou a sua sensibilidade artística através do universo musical e das artes visuais, atravessando várias vezes e culturas. Foi no design da moda que em 2012 começou a materializar as suas ideias, fundando a TRILLMOZ em parceria com um amigo. Autodidata e altamente experimental, explorou várias linguagens, desde a fotografia, ao design gráfico e à ilustração. E é neste caminho de constante descoberta e reinvenção que Lauro constrói e solidifica a sua carreira artística.
Elizia Cristina Ferreira: Professora do Instituto de Humanidades e Letras (UNILAB), doutora em filosofia (UFSC) Integrante do coletivo"Chamada de Mulher" e do Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e de Tradições Educativas Banto no Brasil, coordena o "AnDanças - programa de pesquisa e extensão em arte, filosofia e cultura".
Realização: Áfricas nas Artes - UFRB
Coordenação: Emi Koide
Design: George Telles e Ana Thais Costa
A transmissão dos webinários ocorrerá no canal:
https://www.youtube.com/c/ÁfricanasArtesUFRB
Programação e divulgação
Programação completa do ciclo
https://linktr.ee/africasnasartes
Facebook: https://www.facebook.com/gp.africasnasartes
Instagram: @africas.nas.artes
Ciclo internacional de webinários: Artes africanas: histórias, perspectivas e fluxos
Artes em Moçambique - com Lia Laranjeira (UNILAB) e Lauro Munguambe (artista)
Mediação: Elizia Cristina Ferreira (UNILAB)
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Neste webinário trazemos reflexões em torno das Artes em Moçambique, focando num diálogo com arte, cultura e história Makonde a partir de diferentes perspectivas, circulação e ressignificações desde os anos 1960. Um exemplo destas ressiginificações seriam as máscaras Mapiko dos Makonde que possuem uma dimensão de agência e são também dança, ritmo, conexão com ancestralidade, espiritualidade e manifestação de resistência. Tais máscaras foram integradas no cânone da chamada "arte tradicional africana" inventada no Ocidente e figuram em importantes coleções de museus. O mesmo cânone excluiu durante muito tempo outras produções artísticas Makonde, como as esculturas Shetani e outras produzidas num contexto de migração de makondes para Tanzânia - que foram consideradas como "arte turística". Com a denominada "virada da arte global", houve a inclusão de esculturas Shetani e Ujama do artista John Fundi no campo da arte contemporânea a partir de sua inserção na exposição "Magiciens de la Terre" em Paris (1989). Como pensar as mudanças de classificação e significados a partir da circulação de diferentes produções artísticas Makonde a partir de diferentes perspectivas? Como tais modificações são lidas a partir do contexto Moçambicano?
Por outro lado, artistas contemporâneos moçambicanos como Lauro Munguambe têm produzido outros diálogos e reescritas com a arte e cultura Makonde. No projeto "Covid Makonde" (2020), Munguambe produz imagens a partir do impacto da pandemia de Covid 19 que afetou mais gravemente a província de Cabo Delgado ao norte de Moçambique, território Makonde. Região também marcada por diversos conflitos. Em imagens e texto que pensam o legado Makonde, a ancestralidade e potencial de cura no contexto contemporâneo, Munguambe remixa grafismos, sinais, máscaras e dança numa exposição virtual que conversam com o texto de Watson Colosse. Quais as perspectivas para pensar a arte moçambicana na contemporaneidade? Que diálogos e ressignificações do legado Makonde fazem parte da história da arte de Moçambique?
Lia Dias Laranjeira é professora do Instituto de Humanidades e Letras da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira (UNILAB), doutora em História Social (USP) e mestra em Estudos Étnicos e Africanos (UFBA). É autora dos livros: "O culto da serpente no reino de Uidá: um estudo da literatura de viagem europeia-séculos XVII e XVIII" (EDUFBA, 2015) e "Mashinamu na Uhuru: Arte Makonde e História Política de Moçambique (1950-1974)" (Intermeios/Kapicua, 2018).
Lauro Munguambe cedo percebeu que o seu lugar era fora da caixa e foi nos subúrbios de Matola, onde ele cresceu, que ele começou a viajar pelo mundo. Curioso, ele despertou a sua sensibilidade artística através do universo musical e das artes visuais, atravessando várias vezes e culturas. Foi no design da moda que em 2012 começou a materializar as suas ideias, fundando a TRILLMOZ em parceria com um amigo. Autodidata e altamente experimental, explorou várias linguagens, desde a fotografia, ao design gráfico e à ilustração. E é neste caminho de constante descoberta e reinvenção que Lauro constrói e solidifica a sua carreira artística.
Elizia Cristina Ferreira: Professora do Instituto de Humanidades e Letras (UNILAB), doutora em filosofia (UFSC) Integrante do coletivo"Chamada de Mulher" e do Instituto Nzinga de Estudos da Capoeira Angola e de Tradições Educativas Banto no Brasil, coordena o "AnDanças - programa de pesquisa e extensão em arte, filosofia e cultura".
Realização: Áfricas nas Artes - UFRB
Coordenação: Emi Koide
Design: George Telles e Ana Thais Costa
A transmissão dos webinários ocorrerá no canal:
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Programação e divulgação
Programação completa do ciclo
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Palavra-chave: historias de mocambique




























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