A ÁFRICA TEM POTENCIAL PARA COMPETIR COM O AGRO BRASILEIRO?
Descrição
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A África concentra cerca de um quarto de toda a área agricultável do planeta e, mesmo assim, o continente inteiro deve produzir apenas 5 milhões de toneladas de soja na safra 26/27 — menos de 3% do que o Brasil colhe sozinho. Neste episódio do Tudo Sobre o Agro, do canal AUVP Agro, a gente sai dos países de língua portuguesa e olha para o continente africano como um todo para responder a uma pergunta que já mexe com o mercado global de grãos: a África pode virar a nova fazenda do mundo e ameaçar a liderança do agronegócio brasileiro na soja?
Como o Brasil virou o maior produtor de soja do mundo
Para entender a África, é preciso entender o Brasil. O país é hoje o maior produtor de soja do mundo e responde por metade de todo o comércio mundial do grão, com quase 180 milhões de toneladas na safra 25/26. Só que essa posição não nasceu do dia para a noite: ela começou na década de 70, com a ocupação do Centro-Oeste, ganhou força nos anos 90 com o avanço pelo Mato Grosso e se consolidou no Matopiba. Foi uma combinação de política de governo, ganho de produtividade por hectare, tecnologia de solo e de colheita, safrinha e abertura de mercado para a China a partir de 2002. Na África, o histórico é bem mais antigo — o primeiro registro de produção é de 1858, no Egito, e de 1903 na África Subsaariana — mas o que sempre faltou por lá não foi história, e sim escala.
Savana da Guiné: o Cerrado africano que atraiu Bill Gates, Embrapa e Bayer
O que mudou nos últimos anos foi a savana da Guiné, região com chuva e solo muito parecidos com os do nosso Cerrado e que pesquisadores, muitos deles da Embrapa, já classificam como uma das áreas mais promissoras do planeta para a agricultura. Esse diagnóstico técnico virou dinheiro: Bill Gates é um dos investidores, mais de 100 cientistas de 14 países diferentes já passaram por programas de melhoramento genético de sementes na região e multinacionais como a Bayer entraram junto com governos e ONGs.
Ainda assim, os números mostram o tamanho do desafio: entre 1964 e 1968 a produção média anual de soja africana era de 79 mil toneladas, chegou a 1,8 milhão em 2013 e deve alcançar 5 milhões na safra 26/27, com África do Sul, Nigéria e Zâmbia concentrando 74% de tudo que é colhido no continente. A distância para o Brasil não é de território — a África é maior — é de produtividade e tecnologia adaptada à realidade local.
China, ProSavana e a corrida por terras agricultáveis na África
A soja é uma commodity que não vai faltar comprador no mundo, seja para o óleo, para o farelo ou para a casca usada na alimentação animal, e a China, maior compradora global, já olha diretamente para as terras africanas para reduzir a dependência de Brasil, Estados Unidos e Argentina. Índia, Tailândia, Turquia e até a Bélgica também estão de olho.
O Brasil já esteve exatamente nesse lugar: ao lado do Japão e de Moçambique criou o ProSavana, projeto ambicioso que acabou fracassando, entre outros motivos, pela falta de diálogo com os produtores locais. E é aí que aparece o verdadeiro gargalo africano, que não é clima nem solo: é a insegurança política. A República Democrática do Congo, maior país da África Subsaariana, com mais de 100 milhões de habitantes e localizado na região mais agricultável do continente, é o retrato disso — potencial enorme, instabilidade que espanta o investimento de longo prazo.
A lição de segurança jurídica para o produtor brasileiro
A conclusão vale muito mais para o Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará do que para a savana da Guiné: investimento no agro é investimento de longo prazo, e o dinheiro só chega barato onde existe segurança jurídica, previsibilidade fiscal e estabilidade política.
Enquanto a África tenta destravar esse ponto, o Brasil segue crescendo ano após ano apesar da própria instabilidade — o que mostra o tamanho do que poderíamos construir com regras claras. Se você quer entender o agronegócio de verdade, com dados, contexto internacional e análise sem torcida, se inscreva no canal AUVP Agro, ative o sininho e acompanhe o Tudo Sobre o Agro toda semana.
*VÍDEOS ÚTEIS*
💳 Como conseguir crédito rural (sem dor de cabeça)
https://youtu.be/idd7g8VYyJQ?si=G9ZiN6ducDAW5SCG
🌾 HEDGE agrícola: O segredo das grandes fazendas
https://youtu.be/9lRMwa4fX7Y?si=MRSOkc7r6yOpCan-
💰 Pare de perder dinheiro no Agro
https://www.youtube.com/live/KTZocwtY7a0?si=dAv1Q9six5wGeGy6
🚜 Como travar seu lucro antes da colheita: HEDGE no agronegócio
https://www.youtube.com/watch?v=mbYG6bZeOZI
A África concentra cerca de um quarto de toda a área agricultável do planeta e, mesmo assim, o continente inteiro deve produzir apenas 5 milhões de toneladas de soja na safra 26/27 — menos de 3% do que o Brasil colhe sozinho. Neste episódio do Tudo Sobre o Agro, do canal AUVP Agro, a gente sai dos países de língua portuguesa e olha para o continente africano como um todo para responder a uma pergunta que já mexe com o mercado global de grãos: a África pode virar a nova fazenda do mundo e ameaçar a liderança do agronegócio brasileiro na soja?
Como o Brasil virou o maior produtor de soja do mundo
Para entender a África, é preciso entender o Brasil. O país é hoje o maior produtor de soja do mundo e responde por metade de todo o comércio mundial do grão, com quase 180 milhões de toneladas na safra 25/26. Só que essa posição não nasceu do dia para a noite: ela começou na década de 70, com a ocupação do Centro-Oeste, ganhou força nos anos 90 com o avanço pelo Mato Grosso e se consolidou no Matopiba. Foi uma combinação de política de governo, ganho de produtividade por hectare, tecnologia de solo e de colheita, safrinha e abertura de mercado para a China a partir de 2002. Na África, o histórico é bem mais antigo — o primeiro registro de produção é de 1858, no Egito, e de 1903 na África Subsaariana — mas o que sempre faltou por lá não foi história, e sim escala.
Savana da Guiné: o Cerrado africano que atraiu Bill Gates, Embrapa e Bayer
O que mudou nos últimos anos foi a savana da Guiné, região com chuva e solo muito parecidos com os do nosso Cerrado e que pesquisadores, muitos deles da Embrapa, já classificam como uma das áreas mais promissoras do planeta para a agricultura. Esse diagnóstico técnico virou dinheiro: Bill Gates é um dos investidores, mais de 100 cientistas de 14 países diferentes já passaram por programas de melhoramento genético de sementes na região e multinacionais como a Bayer entraram junto com governos e ONGs.
Ainda assim, os números mostram o tamanho do desafio: entre 1964 e 1968 a produção média anual de soja africana era de 79 mil toneladas, chegou a 1,8 milhão em 2013 e deve alcançar 5 milhões na safra 26/27, com África do Sul, Nigéria e Zâmbia concentrando 74% de tudo que é colhido no continente. A distância para o Brasil não é de território — a África é maior — é de produtividade e tecnologia adaptada à realidade local.
China, ProSavana e a corrida por terras agricultáveis na África
A soja é uma commodity que não vai faltar comprador no mundo, seja para o óleo, para o farelo ou para a casca usada na alimentação animal, e a China, maior compradora global, já olha diretamente para as terras africanas para reduzir a dependência de Brasil, Estados Unidos e Argentina. Índia, Tailândia, Turquia e até a Bélgica também estão de olho.
O Brasil já esteve exatamente nesse lugar: ao lado do Japão e de Moçambique criou o ProSavana, projeto ambicioso que acabou fracassando, entre outros motivos, pela falta de diálogo com os produtores locais. E é aí que aparece o verdadeiro gargalo africano, que não é clima nem solo: é a insegurança política. A República Democrática do Congo, maior país da África Subsaariana, com mais de 100 milhões de habitantes e localizado na região mais agricultável do continente, é o retrato disso — potencial enorme, instabilidade que espanta o investimento de longo prazo.
A lição de segurança jurídica para o produtor brasileiro
A conclusão vale muito mais para o Mato Grosso, Goiás, Mato Grosso do Sul e Pará do que para a savana da Guiné: investimento no agro é investimento de longo prazo, e o dinheiro só chega barato onde existe segurança jurídica, previsibilidade fiscal e estabilidade política.
Enquanto a África tenta destravar esse ponto, o Brasil segue crescendo ano após ano apesar da própria instabilidade — o que mostra o tamanho do que poderíamos construir com regras claras. Se você quer entender o agronegócio de verdade, com dados, contexto internacional e análise sem torcida, se inscreva no canal AUVP Agro, ative o sininho e acompanhe o Tudo Sobre o Agro toda semana.
*VÍDEOS ÚTEIS*
💳 Como conseguir crédito rural (sem dor de cabeça)
https://youtu.be/idd7g8VYyJQ?si=G9ZiN6ducDAW5SCG
🌾 HEDGE agrícola: O segredo das grandes fazendas
https://youtu.be/9lRMwa4fX7Y?si=MRSOkc7r6yOpCan-
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https://www.youtube.com/live/KTZocwtY7a0?si=dAv1Q9six5wGeGy6
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Palavra-chave: quem foram os primeiros habitantes de moçambique









































Comentários da comunidade
@AUVPagro YouTube · 25/08/2026 · 👍 1
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@adilson4706 YouTube · 25/08/2026 · 👍 7
é bom que a africa produza bastante alimentos pois se acontecer do nosso pais parar de produzir alimentos por algum problema do clima a africa vai garantir que não falte alimento no mundo
@fabiolfreire YouTube · 26/08/2026 · 👍 4
Um vício muito comum no mundo é tratar da África como algo homogêneo. São muitos países, culturas, línguas, ambientes de negócios, leis, tipos de solos, climas, tipos de vegetação e muito mais complexidades. Conhecer as nuances entre países e dentro de países é o que trará dividendos para os investimentos. Boots on the ground.
@pecuarianordestina5173 YouTube · 25/08/2026 · 👍 7
O mundo ainda tem potencial para crescer muito a produção de alimentos. Aqui no Brasil ainda tem o semiárido. Tem regiões que chove bem no semiárido, como norte e o sul do Ceará, oeste da Paraíba. Nas regiões mais secas algo que tem que investir é na criação de animais por meio de cactos, como alimentar gado curraleiro pé duro ou filhos de reprodutores curraleiro pé duro bons de ganhar peso com mandacaru, sal ureado com farinha de mandioca. O mandacaru tem 4% de proteína, mas com sal ureado (com farinha de mandioca no sal ureado), essa proteína vai para 8%, o que faz com que animais com excelente DEP para CAR (Conversão Alimentar) ganhe peso. A Embrapa já está desenvolvendo variedades de mandacaru que crescem rápido, que em questão de 1 ano cresce 50 centímetros. Outra alternativa é criar larvas da mosca soldado negro por meio de outros cactos, como a palma forrageira, e com as larvas alimentar porcos. Tem um processo que aumenta a proteína da palma forrageira de 4% para 17% por meio de microrganismos que se instalam e se multiplicam na palma. O mundo ainda tem muita demanda por proteína animal, e o excesso de milho, excesso de arroz produzido, excesso de mandioca dá para produzir etanol. A Índia está produzindo etanol de arroz com o excesso de arroz. O etanol ainda vai substituir o diesel nas termelétricas. O etanol também também vai ter demanda boa, quem investe em terra não erra.
@88Luciana.Castro YouTube · 25/08/2026
Show de vídeo. E a reflexão dos vídeos da AUVP Agro sobre África vão todos ao encontro das reflexões da AUVP Atlas. Muito legal. E achei massa demais a honestidade e pragmátismo do Edson pra falar da política de expansão agrícola dos anos 70, sem falso moralismo. Vlw demais 🫶🏼🫶🏼
@Romário-Campos YouTube · 25/08/2026 · 👍 2
Edson arrasa 🍎
@marcoantonio-uu5wf YouTube · 25/08/2026 · 👍 4
Loucura o Brasil deixar as empresas brasileiras plantarem lá cara, vamos criar concorrentes para nós mesmos
@aparecidofurlaneto7054 YouTube · 27/08/2026 · 👍 2
O que falta na Africa não é tecnologia mas civilização... e isto não se resolve em anos mas em muitos séculos....guerras civis para roubar os recursos são muito frequentes.. em muitos paises.... na mineração e em todo lugar onde tem recurso disponível....tem guerras civis para disputar este recurso... e não ha tecnologia que resista a isso....para que haja produção tem que existir estradas e portos.. frotas para transporte, investidores, tecnologia localmente adaptada, maquinas agricolas adaptadas, manutenção.. ou seja tem que existir civilização ou seja gente disposta a trabalhar de forma dividida..... ai vem um grupo politico rouba o cereal nos armazens.para vendê-los...como Putim fez na Ucrania....sem estabilidade politica e sem segurança de vender o que for produzido nada vai ser produzido....isto mostra porque só tres paises africanos produzem o pouco que é produzido....o problema da Africa chama-se socialismo.. todo mundo quer repatir mas não produzir....Alguns paises expulsaram os colonos europeus e a produção agricola caiu tanto que a fome grassou... foram na Europa buscar os colonos de volta....
@marilsondorigon-falandodocampo YouTube · 27/08/2026
Ótimo vídeo 👍
@marteloblack2739 YouTube · 25/08/2026
Grande Edson!!!