VELO-CITY 2018 E O DEBATE DA INCLUSÃO
Descrição
Entre os dias 8 e 15 de junho, o Rio de Janeiro recebeu dois importantes eventos relacionados a mobilidade em bicicleta, o Bicicultura e o Velo-city.
O primeiro a acontecer foi o Bicicultura. Durante os dias 8, 9 e 10 de junho, ciclistas de todos os lugares do Brasil compartilharam experiências e promoveram o uso da bicicleta nos mais diversos segmentos: cultural, social, política, artística, econômica e ambiental.
Em seguida, do dia 12 a 15 de junho, rolou o Velo-city, maior evento de mobilidade em bicicleta do mundo. Pela primeira vez na América Latina, o congresso veio para discutir o acesso à vida a partir da inclusão social da bicicleta.
Um dos grandes destaques desta edição do Velo-city foi a apresentação de Manuel Araújo, prefeito de Quelimane, uma cidade de 200 mil habitantes em Moçambique. Ele mostrou, através da bicicleta, uma alternativa de emancipação para a população e de solução de problemas sociais e mobilidade.
O evento não foi unanimidade entre todos, um dos problemas evidenciados por cicloativistas foi o alto custo para participar do congresso, indo na contramão do acesso e da inclusão.
Veja como foram esses importantes eventos de mobilidade em bicicleta na videorreportagem de Renata Falzoni.
8 Mandamentos cicloviários por Alfredo Syrkis:
1- Sempre tome partido dos projetos de reurbanização ou construção de novas vias que já serão feitos de quaquer maneira neles incluindo a infra-estrutura cicloviária. Se não o fizer vai passar muitos anos sem poder fazê-lo pois tão cedo a prefeitura não poderá quebrar tudo para fazer obras no mesmo local. 'Tomar carona' em todas obras viárias ou de urbanização que já vão ser feitas fica mais barato e é essencial.
2 - Nunca deixe o projeto cicloviário a cargo de engenheiros e arquitetos não ciclistas. Projetos cicloviários parecem simples mas são complexos e os erros mais idiotas em geral são cometidos por técnicos que não andam de bicicleta. Essa é a principal razão de certas ciclovias não "pegarem". (no Rio, aquele da rua General Polidoro, em Botafogo, ou da avenida Santa Cruz, em Senador Camará, por exemplo)
3 - O sistema cicloviário precisa ser constantemente ampliado e aperfeiçoado em particular com pequenas intervenções: uma rampa de acesso, aqui, uma placa de sinalização, lá, uma defensa de proteção, acolá. O sistema cicloviário é como a própria bicicleta: se você não pedala, cai!
4 - Conservação é crucial. Mantenha sempre um bom e flexivel contrato de conserva. E atenção particular com a drenagem: o que mais desgasta ciclovias é a falta de escoamento das águas pluviais.
5 - Na hora de começar o faça sempre pelo ponto de maior visibilidade da cidade. O uso da bicicleta é fundamentalmente um fato cultural e não adianta começar por uma área pouco visível mesmo que apresente utilização intensiva da bicicleta. Vamos chegar lá mais tarde. O começo tem que impactar a cidade como um todo.
6 - Não estude em demasia. Há cidades que passam mais de dez anos levantando fluxos de bicicletas. E nada...
7 - As Ciclovias entendidas com espaço exclusivo e fisicamente protegido por uma mureta, defensa ou meio-fio, são, apenas, um tipo de tratamento do sistema cicloviário. Há outros: as ciclofaixas, marcadas por pintura e/ou sonorizadores (muito usadas na Europa, onde o tráfego é mais civilizado), as faixas compartilhadas, onde o pedestre pode circular e tem prioridade e as ciclorotas, ruas com sinalização horizontal(no asfalto) ou vertical(placas) e boa pavimentação, amigáveis ao ciclista mas sem a reserva de um espaço específico. O sistema cicloviário é composto desses diferentes tratamentos mais seus equipamentos de apoio: bicicletários, vestiários, pontos de reparo e manutenção, pontos de locação e campanhas educativas.
8 - Na hora de contabilizar as viagens de bicicleta para poder compor o perfil de uso dos vários modais de transporte em uma cidade e não aceite que os técnicos rodoviaristas contabilizem como deslocamentos de transporte em bicicleta apenas os percursos residência-local de trabalho. Na verdade representa uso de transporte qualquer deslocamento em bicicleta que substitua o uso do automóvel ou do transporte coletivo. Assim, se pego minha bicicleta para ir à praia, ao cinema ou ao comércio e deixo meu carro na garagem isso é transporte e não "lazer".
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O "Bike é Legal" é um portal na internet sobre ciclismo, mobilidade urbana e sustentabilidade. Acesse: http://bikeelegal.com
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O primeiro a acontecer foi o Bicicultura. Durante os dias 8, 9 e 10 de junho, ciclistas de todos os lugares do Brasil compartilharam experiências e promoveram o uso da bicicleta nos mais diversos segmentos: cultural, social, política, artística, econômica e ambiental.
Em seguida, do dia 12 a 15 de junho, rolou o Velo-city, maior evento de mobilidade em bicicleta do mundo. Pela primeira vez na América Latina, o congresso veio para discutir o acesso à vida a partir da inclusão social da bicicleta.
Um dos grandes destaques desta edição do Velo-city foi a apresentação de Manuel Araújo, prefeito de Quelimane, uma cidade de 200 mil habitantes em Moçambique. Ele mostrou, através da bicicleta, uma alternativa de emancipação para a população e de solução de problemas sociais e mobilidade.
O evento não foi unanimidade entre todos, um dos problemas evidenciados por cicloativistas foi o alto custo para participar do congresso, indo na contramão do acesso e da inclusão.
Veja como foram esses importantes eventos de mobilidade em bicicleta na videorreportagem de Renata Falzoni.
8 Mandamentos cicloviários por Alfredo Syrkis:
1- Sempre tome partido dos projetos de reurbanização ou construção de novas vias que já serão feitos de quaquer maneira neles incluindo a infra-estrutura cicloviária. Se não o fizer vai passar muitos anos sem poder fazê-lo pois tão cedo a prefeitura não poderá quebrar tudo para fazer obras no mesmo local. 'Tomar carona' em todas obras viárias ou de urbanização que já vão ser feitas fica mais barato e é essencial.
2 - Nunca deixe o projeto cicloviário a cargo de engenheiros e arquitetos não ciclistas. Projetos cicloviários parecem simples mas são complexos e os erros mais idiotas em geral são cometidos por técnicos que não andam de bicicleta. Essa é a principal razão de certas ciclovias não "pegarem". (no Rio, aquele da rua General Polidoro, em Botafogo, ou da avenida Santa Cruz, em Senador Camará, por exemplo)
3 - O sistema cicloviário precisa ser constantemente ampliado e aperfeiçoado em particular com pequenas intervenções: uma rampa de acesso, aqui, uma placa de sinalização, lá, uma defensa de proteção, acolá. O sistema cicloviário é como a própria bicicleta: se você não pedala, cai!
4 - Conservação é crucial. Mantenha sempre um bom e flexivel contrato de conserva. E atenção particular com a drenagem: o que mais desgasta ciclovias é a falta de escoamento das águas pluviais.
5 - Na hora de começar o faça sempre pelo ponto de maior visibilidade da cidade. O uso da bicicleta é fundamentalmente um fato cultural e não adianta começar por uma área pouco visível mesmo que apresente utilização intensiva da bicicleta. Vamos chegar lá mais tarde. O começo tem que impactar a cidade como um todo.
6 - Não estude em demasia. Há cidades que passam mais de dez anos levantando fluxos de bicicletas. E nada...
7 - As Ciclovias entendidas com espaço exclusivo e fisicamente protegido por uma mureta, defensa ou meio-fio, são, apenas, um tipo de tratamento do sistema cicloviário. Há outros: as ciclofaixas, marcadas por pintura e/ou sonorizadores (muito usadas na Europa, onde o tráfego é mais civilizado), as faixas compartilhadas, onde o pedestre pode circular e tem prioridade e as ciclorotas, ruas com sinalização horizontal(no asfalto) ou vertical(placas) e boa pavimentação, amigáveis ao ciclista mas sem a reserva de um espaço específico. O sistema cicloviário é composto desses diferentes tratamentos mais seus equipamentos de apoio: bicicletários, vestiários, pontos de reparo e manutenção, pontos de locação e campanhas educativas.
8 - Na hora de contabilizar as viagens de bicicleta para poder compor o perfil de uso dos vários modais de transporte em uma cidade e não aceite que os técnicos rodoviaristas contabilizem como deslocamentos de transporte em bicicleta apenas os percursos residência-local de trabalho. Na verdade representa uso de transporte qualquer deslocamento em bicicleta que substitua o uso do automóvel ou do transporte coletivo. Assim, se pego minha bicicleta para ir à praia, ao cinema ou ao comércio e deixo meu carro na garagem isso é transporte e não "lazer".
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Palavra-chave: quais foram os primeiros habitantes de moçambique









































Comentários da comunidade
@PortalWheeling YouTube · 06/07/2018 · 👍 11
Fiquei até emocionado ao ver o Murilo do Aromeiazero citando o Portal Wheeling e dizendo meu nome no Velo-City, agradeço o Bike é Legal por destacar isso no vídeo e também agradeço a todos do Aromeiazero. Obrigado! "É nóis". - Hudson Xavier.
@drfilgueiras YouTube · 06/07/2018 · 👍 2
O prefeito da cidade de Colatina no ES, Sérgio Meneguelli também utiliza a bike para sua locomoção ao trabalho. Vale uma entrevista com ele. Parabéns pelos vídeos.
@victorhugoferreiradeolivei6553 YouTube · 07/07/2018 · 👍 1
Bick é legal deveria ter um grupo no Whatsapp 😃😃😃❤❤❤
@CiclistaPensador YouTube · 06/07/2018 · 👍 2
Show de bola , bike cultura tô junto
@darmarock7252 YouTube · 07/07/2018 · 👍 1
Esse canal é muito rico em informações, com belas imagens, uma edição muito bem feita, os comentários da Renata são altamente profissionais, o canal passa uma coisa muito boa e incentiva e muito a pratica do ciclismo, parabéns Renata, o conteúdo é de altíssimo nível, merece estar na Televisão, Abraço a você e aos fãs do canal, dica, sorteia uma camiseta dessa sua, se eu ganhar eu ajudo você a vender aqui na minha cidade, sou Vagner de Lins SP.
@sidneysouza5551 YouTube · 06/07/2018 · 👍 1
Interessante esse evento, morei em São Paulo uns 30 anos e não tinha tanta ciclovia com tem hoje. Agora tem ciclovia para tudo quanto é lado, isso é muito bom! E que tenha mais ainda.👏👏👏
@fabioborges33 YouTube · 07/07/2018 · 👍 1
Fico feliz por essa grande iniciativa aqui no RJ. Vai dar tudo certo se Deus quiser... Bike é mobilidade e saúde 🚲
@henriquebeckmann YouTube · 06/07/2018 · 👍 1
Arrepiado!! Sensacional o vídeo Renata e equipe do Bike é Legal! Renata, fico emocionado quando vejo tanta gente boa trabalhando em prol da bicicleta e da mobilidade urbana. Parabéns pelo vídeo, ficou com gostinho de quero mais! E obrigado pela sua contribuição ao nosso país, lindo e cheio de potencial! 🇧🇷😍 bjo grande sua linda!!
@bladeffsp YouTube · 06/07/2018 · 👍 1
show like!!
@Seiti YouTube · 07/07/2018 · 👍 1
Ótimo vídeo! Só não encontrei os "mandamentos" citados ao fim do video, na descrição.