Presença Africana numa Perspectiva Arqueologica - Afro Atlantico

27/10/2026 · Associacao BYP

Descrição

Batoto Yetu Portugal - Afro Atlantico online conversations - "Bridges of diologue and action" online program.

African presence in Lisbon, Arqueologic findings with Prof. Isabel Catro Henriques and Prof. Tania Casimiro/ Francisco Curate e Nathalie Anthunes-Ferreira

Date: 10/06/2021

As part of the Afro Atlantico online conversations, in partnership with the USA embassy in Lisbon and the ACM, Batoto Yetu invited Nathalie Anthunes-Ferreira, Tania Casimiro and Francisco Curate to discuss archeological findings such as objects, jewelry and pottery that further prove the african presence in Portugal and in Europe. Participating in the posterior debate Prof. Isabel Castro Henriques spoke with the orators about the african art pieces that became exoticed, and skeleton findings from the 15th & 16th century creating an interesting debate on the arqueologic and historical perspectives.

Portuguese
Visitas Guiadas Batoto Yetu Portugal – www.batotoyetu.pt - "Presença Africana em Lisboa"A “migração” de populações africanas é um elemento permanente da História de Portugal estando a península ibérica próxima, visível e de fácil acesso para as primeiras migrações do Homo Sapiens vindas do continente africano.Temos num primeiro período antes de 1492 alguns registos da presença de povos africanos na península ibérica e em portugal. Com a passagem de sua livre vontade de egípcios como Taharqa o Faraó; Hannibal o cartaginense; Fenícios; os Romanos cujos primeiros imperadores tinham maior influência africana, e que possuíam tropas constituídas por mais de 10% de africanos; os vários califados mouriscos mais ou menos africanizados constituídos por árabes, berberes e africanos islamizados (colonizados) que chegavam a ser da zona da Senegambia (almorávidas) do seculo VII até ao século XV.Existe um segundo período após 1492 com o inicio do comércio transatlântico de pessoas escravas africanas dos reinos da Senegambia, Congo, Benin, entre outros povos do continente africano. Desde esta presença forçada (até aos finais do século XVIII) ou depois “pela força” (do colonialismo do fim de Oitocentos a 1974, e da globalização e migrações dos nossos dias), foram vários os povos africanos que se foram instalando na cidade de Lisboa e em Portugal.Este periodo posterior a 1492 é o mais relevante pela autenticidade cultural trazida pelos povos africanos, pelo maior número de pessoas envolvidas, e deixou-nos conhecimento técnico e cientifico em várias áreas de entre elas na arquitectura da região do Sado; na gastronomia nacional e no seu cozido à portuguesa ou arroz de cabidela entre outros; na religiosidade e culto a santos negros; na genética das populações (algumas doenças especificas associadas à anemia); e a nivel cultural (Fado, Fandango), entre várias outros conhecimentos cientificos por descobrir.
Aqui nesta apresentação vamos tentar responder a perguntas sobre a presença africana na região de Bucelas, Loures e recentes achados arqueológicos; Quais os períodos em que atualmente conseguimos verificar vestígios arqueológicos da presença africana em PT e na península ibérica? Como é que este tipo de estudos pode nos ajudar coletivamente a compreender melhor a cultura portuguesa e seus conhecimentos tecnológicos? Barreiras culturais que existem para quem estuda estes temas, a falta de interesse ou visibilidade comparado com outras épocas e a presença de outros povos? Nova York, e HAWAI nos EUA os primeiros habitantes portugueses eram negros como é o caso do Jan Rodrigues e dos baleeiros da macaronésia respetivamente.

Palavra-chave: os primeiros habitantes de moçambique