O trabalho da meteorologia na era dos extremos climáticos

04/10/2026 · Estadão

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Um dos questionamentos que se faz depois dos sucessivos desastres ambientais no Brasil é: de que maneira o Estado pode se antecipar a tragédias como essa? Hoje, as políticas públicas não abordam os eventos extremos como a nova realidade, e acabam sempre atuando no pós-tragédia.

Na área urbana, a adaptação climática está exigindo um remodelamento do planejamento urbano, afastando o potencial construtivo da beira da água e de locais com possibilidade de desmoronamento.

Outro ponto para a prevenção de eventos climáticos extremos é o constante monitoramento eficiente com rápida resposta. Além disso, um eficaz sistema de alerta local deve ser implementado para avisar a população da real ameaça de desastre iminente, emitido pelos órgãos responsáveis.

No caso gaúcho, um novo sistema meteorológico estava previsto para ser inaugurado ainda no segundo semestre deste ano. A instalação deste radar para o Estado ficará no município de Montenegro no Vale do Caí, cobrindo o Vale do Taquari e a Região Metropolitana de Porto Alegre, uma das mais afetadas.

Cientistas apontam que são necessários locais seguros e rotas de fuga para salvar vidas durante esses eventos, juntamente com um sistema de alerta eficaz que emita alertas em tempo hábil e garanta que as populações e setores em risco recebam o aviso.

Afinal, os atuais modelos de previsão meteorológica são suficientes? Como podemos garantir a segurança das comunidades em face a desastres naturais cada vez mais frequentes e intensos? No ‘Estadão Notícias’ de hoje, vamos conversar sobre o assunto com o meteorologista Mário Quadro, professor e vice-coordenador do mestrado em Clima e Ambiente do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

Palavra-chave: meteorologia em beira

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Comentários da comunidade

@lsp4177 YouTube · 12/05/2024

O PIB brasileiro poderia ser de US$10 trilhões/ano, mas é de apenas US$2 trilhões, por uma longa tradição de políticos e eleitores com pouco juízo. Não importa se houve e há erros de administração pública no gerenciamento de prevenções ante as hecatombes climáticas. Por vários motivos, o cobertor econômico do país é muito justo, para não dizer curto, sem muito espaço para manobras de planejamento nesta área, além de outras. Mesmo em países ricos e desenvolvidos, o resultado é o mesmo. Sofrimento e dor. E nós, seres humanos, somos impotentes ante as dimensões do poderio da Natureza. >>> O maior desastre mundial registrado de todos os tempos do gênero ENCHENTES / INUNDAÇÕES data de ︎1931 ︎ e ocorreu na região central da China. Violentas chuvas provocaram as cheias do Rio Amarelo e de outros como Yangtzé e Huai. A tragédia matou mais de 1 milhão de pessoas. Por meses, cerca de 88 mil quilômetros quadrados ficaram completamente inundados e inutilizados. >>> A somatória da área de água dos mares, rios, lagos e oceanos abrange 360,63 milhões de km2, ou 70,69% do total do globo. Principalmente pelos oceanos, cientificamente é registrado que esse volume aquático regula a temperatura de todo o globo terrestre, através dos fenômenos El Niño e La Niña. Então, podemos dizer que a nossa interferência no clima - aquecimento e resfriamento -, é questionável. >>> Com relação ao CO², o gás carbônico representa apenas 0,04% da nossa atmosfera, embora sua taxa de concentração é a mais alta dos últimos 800 mil anos, segundo fontes confiáveis. No entanto, há uma inovadora máquina no mercado, desenvolvida pela empresa suíça Climeworks, que pode capturar até 900 toneladas de CO2 por ano, cada uma. Ela absorve CO² da atmosfera e o transforma em um gás com valor econômico. >>> Estamos no final de período INTER GLACIAL. Os últimos 9 períodos glaciais duraram, em média, 100 MIL ANOS cada um. E os interglaciais duraram, em média, 10 mil anos cada um, logo após o glacial. O próximo período glacial - segundo previsão da Ciência - virá entre 500 e 1000 anos. Depois, haja blusa para se agasalhar. Até no Piauí vai fazer um frio lascado