MOÇAMBIQUE NA REAL E O LEGADO COLONIAL | MAPUTO | OS ZUDOS

01/09/2026 · Os Zudos

Descrição

Olá, Zudenses! Dando continuidade a nossa viagem na África, nesse vídeo fizemos uma passeio pelo centro da capital Moçambicana. Maputo é uma cidade de muitas histórias. As verdadeiras e as perdedoras. Foram muitas reflexões durante nossa visita na ex-colônia portuguesa. QUER SABER ONDE NÓS ESTAMOS? Segue a gente no Instagram! @oszudos @bueno_zudo @a_zuda CURTA NOSSA PÁGINA NO FACEBOOK facebook.com/oszudos PAZ!

Palavra-chave: historias de mocambique

Tags: os zudos · Moçambique · Maputo · História de Moçambique · Samora Machel · Viagem · Guerra Colonial · FRELIMO · RENAMO · Colônia Portuguesa · Cultura Lusa · Cultura Africana · Racismo · O que fazer em Maputo · O que fazer em Moçambique · Roteiro em Moçambique · Africa · Viagem para África · época colonial · aula de história · Rodrigo Bueno · Tamires Campanati · História da África · Roteiro · Centro Histórico · Viagem Cultura · Cultura

Comentários

@soniasantos6907 · 20/07/2018 · 👍 10

Obviamente que nenhum Povo gosta de ser colonizado e subjugado. Aos Portugueses Recordo a nossa perda da Independência para Espanha na era dos Filipes de Espanha. Como nós vemos esse período??? Hediondo para nós, agora ponham-se no lugar dos povos que colonizámos,. Aos povos que colonizámos lembrem-se que foi o 25 de Abril de Portugal que vos devolveu a independência, movimento chefiado pelas Forças Armadas. As Mesmas Forças q lutaram contra vós e que se aperceberam do ridículo e da injustiça que essa colonização representava. Todos sabemos que foi muito tarde mas também sofremos na Pele esse regime estúpido e autoritário de Salazar, melhor dizendo, fascista. Há sempre vários olhares na História ou em qq outra área. Aprendam isso TUGAS ofendidos ( sou TUGA, antes que comecem os disparates) .Gostei do vídeo Zudos. Beijão!!!

@dri2726 · 31/07/2018 · 👍 8

Meu pai conheceu Samora Machel, que era enfermeiro e no Instituto de Medicina Tropical de Maputo, nem todos os trabalhadores eram brancos. Meu papa era amigo do grande artista moçambicano Malangatana. Não se pode generalizar com a história e nem com o povo, já que vcs disseram que são historiadores. A cultura moçambicana nativa nunca foi destruída, muito pelo contrário. Os artistas eram valorizados, tanto é que a arte moçambicana é exposta até hoje, em quadros, em artesanato, nas esculturas, vestuário, e até na música, tanto é que vcs estão aí curtindo ela. A reserva nacional sempre foi muito bem preservada. Minha mama também usava capulana, só que em dias especiais, festa. Além do que não existiam só portugueses, sempre estavam juntos os indianos e chineses, que também saíram com a independência. Muitas palavras africanas eram usadas no cotidiano do povo. Agora, se depois da independência houve pouco desenvolvimento urbano, foi pela guerra, porque um país que vive em guerra não progride nem estruturalmente, nem economicamente. Ainda bem que o moçambicano, em geral, é um povo amigável e se algumas construções importantes conseguiram ser preservadas, apesar da guerra, foi bom pq acabaram sendo úteis p o povo. Muitas construções bonitas, como o hotel onde vcs se hospedaram, puderam ser uma fonte de renda e trabalho para o povo nativo. .. mas vcs podiam ter escolhido um hotel mais simples, existem alguns em Maputo. Hoje em dia não há mais a supremacia branca, como vcs disseram, porque brancos são só turistas como vocês, funcionários de empresas estrangeiras e alguns estudantes de intercâmbio. Hoje em dia, existem, como no caso de Angola, muitos operários da construção civil, que são portugueses e até indianos. Eles não têm vergonha de trabalhar como operários pq o que eles querem é trabalhar. Acho que vcs tinham que se preocupar mais é com a política e violência que está ocorrendo em sua terra de origem, porque atualmente (agora) a politica moçambicana está nas mãos dos moçambicanos, e o passado já passou e tem mais de quarenta anos. A paz vem com a compreensão e o entendimento. E "quem só vive de passado é museu", pq com o passado se deveria aprender a não se repetir um erro. Porém, pelo jeito a humanidade não evoluiu muito nesse quesito, senão não existiria tanta ganância, extinção de outras espécies animais, poluição dos mares, do ar... pobreza...No caso das guerras não são só os armamentos que destroem, mas o ódio que é incutido nas pessoas. Enfim, tudo, tudo culpa do Homo sapiens.

@sssslumber · 23/09/2018 · 👍 2

Gostei immenso!! Precisamos de mais turistas como vocês em Moçambique!

@paulorocha4194 · 27/07/2018 · 👍 2

Mia Couto, um escritor Moçambicano fala sobre a "colonização mental", e, quando usa esta expressão vai buscar um termo muito usado por Samora quando se referia aos que tinham assimilado valores culturais e modelos comportamentais do colono, o que não corresponde à esmagadora maioria da população. Mesmo entre aqueles que mais conviveram e foram assimilados na escola e vida quotidiana de contacto com o colono, há que distinguir, grosso modo, uma reduzida minoria que acedeu ao ensino secundário (e destes a maioria acedeu na última década com a rápida promoção de estatuto social do indígena), e as poucas dezenas que ingressaram no ensino médio ou superior. A maioria dos que contactaram o colono, foi por via do trabalho, compelido ou forçado, o contacto com o cantineiro (pequeno comerciante), do chefe de posto ou administrador ou pequeno funcionário público, ou das escolas para indígenas dos missionários de várias organizações religiosas, muitas delas de estrangeiros, como a missão Suíça. Estas últimas proporcionando uma educação com mais respeito pelos valores culturais autóctones. Uma élite destes moçambicanos veio a constituir a direção da Frelimo, adoptando a ideologia e organização comunistas, devido ao apoio que aqueles países davam aos movimentos de libertação. Digamos uma adesão instrumental, operativa, mas mantiveram sempre a ambição de se substituir ao colono, com os seus valores e comportamentos. Durante os anos do comunismo adoptaram um discurso populista, anti colonialista violento, até ficarem com a globalidade do poder nas suas mãos e o estado completamente escangalhado. Note-se que não houve processo de descolonização nos territórios portugueses, como nas colónias francesas ou inglesas, que prepararam os quadros locais para os substituir. Portugal não (por força da situação na metrópole) e no fim da guerra houve uma simples entrega do poder. A incapacidade de organização das funções estatais e produtivas era próximo do caos. A Renamo, criada como é sabido por forças no exterior, com apoio da África do Sul e Rodésia, iniciou a luta de guerrilhas, e os da Frelimo não sabiam fazer anti-guerrilha, nem tinham nada para "oferecer" de bens e serviços às populações. A guerra que desenvolveu, foi de camponeses, utilizando métodos de luta do século XIX, cercando completamente as cidades e vilas por largos anos. A Frelimo com a morte de Samora adoptou o capitalismo neo-liberal, para ser mais preciso da acumulação primitiva de capital, usando desde então todos os meios violentos e extraccionários para os seus dirigentes se tornarem os capitalistas nacionais, aí a "colonização mental" a que Mia Couto se refere. O reverso, a Renamo, com forte base social camponesa, alguns dirigentes com formação intelectual média ou superior, que sempre conheceu as ambições e práticas autoritárias e ditatoriais da Frelimo, fez aceitar nos Acordos de Roma, para a Paz, a manutenção das suas forças armadas. A situação conserva-se até hoje, a Frelimo tem o aparelho de estado e todos os sectores económicos privatizados e partidarizados, a representação da Renamo no Parlamento, sempre minoritária, sem conseguir alterar a situação, as eleições que se foram fazendo têm por costume tido resultados hábilmente falsificados, inclusivé com a conivência de observadores internacionais, que já conhecem os da Frelimo e não desejam aventuras. O Recurso às armas continua a ser uma tentação, intermitente. A corrupção é cada vez maior pela parte da Frelimo, o povo sempre em estado de latente retorno à guerra, compreende e apoia o belicismo da Renamo, a situação torna-se explosiva. 40 anos de Independência, outros tantos de Guerra, quente ou morna. Já não é "colonização mental". É violência mental! Espero ter dado a minha perspectiva.